terça-feira, 8 de junho de 2010
Um adendo à minha última postagem
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Filmes dublados e o assassinato da língua portuguesa
Numa noite dessas, procurando algo pra ver na tv, passei pela hbo2 e estava passando um comercial da série Sex and The City dublado. Achei estranho e continuei assistindo. Então entra a voz do locutor: “HBO 2 a partir de junho totalmente em português!”.
Não acreditei! Pensei comigo mesmo: "Até a HBO?"
Já havia parado de assistir a Fox pelo mesmo motivo. Não assisto filmes e séries dublados de jeito nenhum! E não é "americanismo", nem tenho nada contra a arte de dublar, pelo contrário, respeito e admiro em alguns casos.
Não assisto por um simples motivo: sou apaixonado por áudio, e admiro artes em geral. Assistir um filme dublado pra mim é como se os atores usassem máscaras que escondessem as expressões faciais. Ele tá ali falando, mas aquela voz não é dele!. Perde toda a interpretação. Imaginem por exemplo Sean Connery, que uma de suas principais características é o forte sotaque britânico. Como transpor isso na dublagem? O mais próximo que imagino é colocar uma dublador falando o português de Portugal ora pois! Fora que todo o áudio do filme, o som ambiente em si cai muito, fica lá no fundo, perde os detalhes.
Dublado mesmo só consigo mesmo assistir desenhos (por motivos óbvios: não são atores). A dublagem de Cavaleiros do Zodíaco por exemplo é ótima. Dizem que é até melhor que a original em japonês. Simpsons também tem uma dublagem excelente. E também assisto documentários, onde o importante não é a interpretação, e sim a informação.
Então me resta o download! Não vou dar uma de politicamente correto! Faço downloads sim, e por 3 motivos básicos: a série (ou filme) não passa no Brasil ou passa em algum canal que não tenho; passa no Brasil com mais de um ano de atraso; e, claro, passa no Brasil, passa em algum canal que eu tenho, mas passa DUBLADO!
Voltando ao comercial da HBO fiquei me perguntando porque tantas emissoras de tv por assinatura estão se rendendo a dublagem. E a resposta está aqui na minha frente, na aba ao lado: o orkut claro!! Não só o orkut, mas o facebook, o msn, o twitter, o fotolog, e por ae vai...
Deixe-me explicar!
Cada vez que acesso o orkut, seja pra saber os novos lançamentos em áudio ou pra saber as notícias do Fluzão, me deparo com os erros de português mais grotescos do mundo. Fora o orkutês, os naum, tbm, qdo, xau, msm, dps, bju, hj,...
Parece que as pessoas não sabem mais escrever; sendo assim também não sabem ler. Por isso os filmes dublados!!!
Eu sei que o português é uma lingua difícil, complexa, e nem todo mundo precisa ser um Prof. Pasquale. Esse meu texto mesmo deve ter um monte de erros. Mais eu axu issu orrivel!!!!
Agora, falando sério, como uma ferramenta como a internet, com tudo que ela oferece em informação foi se transformar nisso. Acho que as pessoas hoje tem simplesmente preguiça de ler a legenda! Ou realmente não entendem mais a lingua portuguesa!
Eu gostaria de sugerir a grande industria cinematográfica que ao lançarem os DVDs, colocassem também além das opções clássicas de dublagem, legendas em orkutês e miguxês. Porque assim fica mais fácil pra ler!
Fica ae a dica!
Abraço a todos!
domingo, 30 de maio de 2010
As coisas mudam...e as vezes pra melhor.
Nunca tive ambições de ser jornalista ou mesmo ter um texto publicado. O fato é que ontem, saindo de um show que operei o som, no savana, na madrugada, me dei conta de algo que eu gostaria de falar a respeito.
Há 8 anos trabalhando como técnico de som, viajando pra todo lado, eu nunca trabalhei com tanta frequencia aqui em Petrópolis, e por um simples motivo: a consciencia profissional de musicos e bandas novas.
Isso mesmo. Não são trabalhos pra empresas, boates, casas noturnas ou músicos experientes e consagrados. Sào trabalhos pra bandas novas, independentes, recém saídas da garagem, gravando seus primeiros trabalhos. Nunca antes havia visto na cidade um comprometimento nesse nível dos artistas com seus shows, seus trabalhos, e olha que to nesse meio há um bom tempo.
E o fato mais engraçado é que alguns desses trabalhos são nos mesmos lugares em que trabalhei antes como técnico do local, e agora trabalho como técnico da banda. E o que muda são principalmente as frases que eu escuto. Se antes eram “faz com o que tem ae!”, “se o DJ toca a banda pode tocar tambem!”, agora ouço desses músicos novos e inexperientes: “o equipamento da casa é suficiente pra fazer o show?” “Precisamos trazer mais o que?”, “o público vai ouvir bem o nosso som?”. Se antes o cache da banda era comida e bebida liberada, hoje eles se preocupam em ter o cache pra alugar o equipamento necessario, transportar esse equipamento, e ter um técnico pra ligar e operar esse equipamento.
E não é só isso. Cada vez mais percebo o investimento nos instrumentos, no estudo dos seus intrumentos, no conhecimento da tecnologia envolvendo programações, efeitos, e por ae vai…
Começo a ver uma luz no fim desse túnel. Depois de muito tempo vendo shows com microfone de videoke e auto-falante automotivo, parece que essa geração nova veio realmente pra trabalhar sério e mostrar seu trabalho. Esses músicos novos e inexperientes estão dando aula de profissionalismo pra muitos artistas experientes e consagrados da cidade.